Expressão escrita: um dom ou questão de prática?

Aprender a redigir numa língua estrangeira pode resolver dificuldades com a língua materna

Expressão escrita: tarefa que deve seguir sempre a expressão oral como dever de casa ou trata-se de uma prática a ser valorizada em sala de aula sob o nariz do professor? Podemos aprender/ensinar a escrever num idioma estrangeiro ou trata-se de um dom exclusivo aos que já escrevem bem em sua língua materna? 

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9 comentários:

Juliana Souza Coutinho disse...

Em sala de aula ou como trabalho de casa, a tarefa de expressão escrita deve ser pertinente com os conteúdos gramaticais trabalhados no momento.

Ruben Regen disse...

Expressão escrita para casa, só quando o aluno já tiver uma certa fluência na escrita. Pois é antipedagógico passar deveres, sabendo de antemão que levarão o aluno a cometer muitos erros. Isso desencoraja o aluno... Assim sendo, quando o aluno ainda é debutante na escrita, as tarefas de expressão escrita devem ser realizadas sob o nariz do professor, que poderá ir orientando o aluno, à medida que ele escreve.

Nadir disse...

É verdade, Ruben, expressão escrita para casa, só quando o aluno já tiver uma certa fluência na escrita. E tem mais: uma vez fluente na escrita, tarefas de compreensão escrita devem ser evitadas em sala de aula. As aulas devem ser reservadas para tarefas que não podem ser executadas sem a presença do professor. O aluno autônomo na escrita vai se sentir sozinho durante o tempo que gasta escrevendo, vai achar a tarefa inútil, pois não terá acrescentado grande coisa. Só na hora da correção, aprenderá com os erros cometidos, mas como serão poucos, não terá a impressão de ter aprendido muito.

Joaquim Octavio Oliveira disse...

A Juliana tem razão em enfatizar a pertinência do tema da expressão oral com os conteúdos trabalhados. Assim, o aluno estará motivado, além de colocar em prática as novas noções gramaticais trabalhadas.

Sebastian Fonseca disse...

Complementando as colocações da Juliana e do Joaquim, o tema da expressão oral deve ser bem "amarrado". Tema livre só quando o aluno, por iniciativa própria, trouxer para o professor alguma coisa que lhe deu na telha de escrever. Professor dedicado não recusa, aproveita o texto para fazer uma revisão com o aluno. Mas quando a proposta da tarefa escrita parte do professor, o enunciado deve ser claro e preciso para orientar o aluno e evitar que ele vague em territórios gramaticais e lexicais desconhecidos. Tais territórios tendem levar o aluno a traduções ao pé da letra e o resultado é uma redação desconexa, com forte influência da língua materna, onde o novo idioma só é reconhecido nas palavras usadas.

Juan disse...

Uma pessoa pode redigir mal na sua língua materna por falta de prática ou falta de base na própria língua. Isso não quer dizer que repetirá o mesmo padrão numa língua estrangeira, pois trata-se de outro momento e de outra circunstância. É mesmo possível redigir melhor na sua língua materna ao estudar seriamente um novo idioma. O diferencial fica por conta dos professores de língua materna/língua estrangeira, sendo que o fator "motivação" é de primeira importância nos dois casos.

Teresa Monteiro disse...

É verdade, Juan. Estudar uma língua estrangeira pode levar o aluno a perceber o funcionamento da sua própria língua. A recíproca também é verdadeira: o conhecimento do funcionamento da língua materna facilita a aprendizagem de uma língua estrangeira. A correlação é intuitiva. Nos dois casos, trata-se de um trunfo e não de uma condição sine qua non.

Alberto Guedes da Silva disse...

A melhor maneira de ensinar a escrever, quer seja na língua materna ou numa língua estrangeira, é aguçar no aluno o gosto pela leitura. Através da leitura, aprende-se, de maneira inconsciente, vocabulário, ortografia, estruturas, pontuação, concordância nominal e verbal, regência, o uso de preposições, tempos verbais, etc. Assim sendo, ao abordarmos esses pontos gramaticais detalhadamente, a experiência da leitura tornará tudo mais fácil, pois será o lado prático exemplificando e apoiando a teoria.

IDIOMASTER disse...

Você já fala bem uma língua estrangeira, mas tem dificuldade na escrita? Venha para a IDIOMASTER! Teremos o prazer em ajudá-lo(a) a vencer essa barreira, de modo simples e eficiente.

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