Bom professor não erra jamais

E se errar, o que fazer?

Ao falar o idioma que ensina, um professor preparado nunca faz erros...

Errar ao explicar uma noção gramatical é o fim da picada!

Enganar-se com vocabulário é inadmissível! 

Pronunciar mal uma palavra, nem pensar!

Muito menos poderá ele fazer erros pedagógicos!

Errar é “coisa de aluno”, jamais do professor. 

E se o erro acontecer... como lidar com ele? O que fazer para não perder a confiança do aluno? Silenciar? Corrigir-se diante do aluno? Insistir que tem razão?

E quando o aluno corrige o professor?

Você está convidado(a) a discutir essas e outras questões relativas ao erro do professor em sala de aula.

8 comentários:

Nadir disse...

Professores de idiomas, falantes nativos ou não, e por mais competentes que sejam, podem, ocasionalmente, fazer erro enquanto falam, assim como todas as outras pessoas. Isso porque o erro não depende só da competência linguística. A fala, sendo a tradução do pensamento numa determinada língua, é um fenômeno psíquico. Os pensamentos podem se cruzar numa velocidade maior que a expressão oral. O resultado disso poderá ser frases mal acabadas, ocasionando o erro. E isso é só um exemplo. O estado emocional de uma pessoa também se expressa na sua fala. Ela pode estar falando sobre um assunto, com o pensamento longe, e isso também poderá gerar erros linguísticos.

A frequência com que tais interferências ocorrem já serão significativas para a avaliação da competência e equilíbrio de um professor (ou de qualquer outra pessoa).

Aline disse...

Concordo com você, Nadir!

Gostaria de acrescentar que, professores, assim como quaisquer outros profissionais, podem fazer erros ligados diretamente ao exercício de suas profissões. Por exemplo, fazer um erro pedagógico, preparando uma aula inadequada ao perfil de uma turma ou de um aluno particular. Fazer um erro linguístico, ao falar ou ao lecionar: ensinar uma palavra errada, por exemplo. Nem todo erro é originado por fatores psíquicos ou emocionais. Um erro pode ser ocasionado por simples desconhecimento ou esquecimento de uma regra gramatical. Vou parafrasear a frase da Nadir:

A frequência com que tais erros acontecem já é significativa para a avaliação da competência de um professor (ou de qualquer outro profissional).

Juliana Souza Coutinho disse...

Errar é humano!

Exigir perfeição e infalibilidade de si mesmo e dos outros é desumano.

É sabido que infalibilidade não existe. Se por acaso houver alunos que pensam o contrário, o professor não deverá se intimidar com isso: corrigir seu erro, o mais rápido possível, é um dever. Isso atrai a confiança da maioria dos alunos. Insistir no erro atrai desconfiança, além de ser antiético e anti-pedagógico.

Teresa Monteiro disse...

Quando um professor de idiomas faz um erro, enquanto está falando a língua ensinada diante dos alunos, ele deve corrigir-se imediatamente. Tal qual como acontece quando estamos conversando com os amigos ou em outras situações mais formais. Ao se corrigir, o erro deixa de ser erro.

Acontece que, às vezes, o erro não é percebido pelo professor, por distração ou ignorância mesmo. O professor não pode e nem deve viver com medo desse fantasma. Deve agir naturalmente, sem medo de ser feliz.

Ocorre que um aluno ou mais alunos podem perceber o erro. Já foi dito anteriormente que a maioria dos alunos encara isso como ocorrências naturais de percurso. No entanto, poderá acontecer de um aluno expor o erro do professor. Quer a intenção do aluno seja boa ou não, o professor jamais deverá perder a pose, nem ficar inseguro ou irritado.

Se tratar-se verdadeiramente de um erro, deverá dizer algo assim: “Se eu realmente tiver falado isso, está errado, o certo seria...”. Não esquecer de agradecer por ter sido corrigido.

Se ficar em dúvida: “Acredito que não seja um erro, mas vou pesquisar e conversaremos na próxima aula. Vocês também estão convidados a fazer a pesquisa”. Não esquecer de corrigir o erro com as devidas explicações na aula seguinte e agradecer por ter sido corrigido.

Joaquim Octavio Oliveira disse...

Quando um erro de professor é exposto por um aluno, mesmo que de maneira inconveniente, cabe ao professor mostrar maturidade de profissional sério e competente para lidar com a situação.

Quanto ao erro pedagógico, é sempre uma incógnita se determinada atividade vai dar certo com determinado aluno ou turma. Bom professor tem sensibilidade capaz de prever com 90% de precisão a reação de seus alunos e, quando se enganar, terá estratégias para não deixar a peteca cair.

Juan disse...

É curioso notar que, quando um professor de idioma faz um erro, enquanto fala a língua que ensina, esse erro, normalmente, será de natureza diferente, dependendo se ele for ou não um falante nativo.

Geralmente, o erro do falante nativo resulta da diferença entre a norma culta da língua e a língua tal qual é falada. Trata-se, portanto, de um erro comum entre os falantes nativos e, por isso, é considerado um "erro relativo".

Por outro lado, o erro feito por um falante estrangeiro, normalmente, é um erro que um falante nativo jamais faria, trata-se de um uso lexical ou gramatical que não acontece em nenhum registro do idioma, nem no formal, nem no informal. Por isso é considerado "erro absoluto".

Eliana Silva disse...

Errar é humano, mas o professor precisa ter muito cuidado para não errar pedagogicamente nem no relacionamento interpessoal com seus alunos, pois “se o erro do médico pode matar o corpo, o erro do professor pode matar a alma”.

Coordenador Idiomaster disse...

Justamente porque não existe infalibilidade do professor, a IDIOMASTER adota estratégias e projetos de atualização permanentes para os seus professores, tanto do ponto de vista linguístico, como cultural e pedagógico, garantindo para os seus alunos métodos inovadores e profissionais competentes e atualizados.

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