Desmistificando mitos


Mitos e crenças infundadas sobre o processo de aprendizagem de uma língua estrangeira

Ao longo dos anos, construíram-se mitos e pressupostos culturais sobre a aprendizagem de um idioma estrangeiro. Certas crenças chegam mesmo a desestimular aqueles que desejam aprender uma segunda língua, pois arriscar-se nessa área significa investir em tempo e dinheiro. É consenso da maioria que não se deve jogar para perder. Sem falar no desconforto emocional que o fracasso provoca e, por isso, deve ser evitado a todo custo.

Outras vezes, uma vez inscrito num curso de idiomas, o aluno acaba enfrentando situações frustrantes por conta dos mitos criados, principalmente por parte de certos professores, que os adotam na sua prática pedagógica.

Quais seriam esses mitos que afastam um grande número de pessoas dos cursos de línguas estrangeiras?
Com que verdades poderíamos desconstruir tais mitos?

10 comentários:

Nadir disse...

Já ouvi falar que é preciso ter menos de 20 anos para falar uma língua estrangeira com ótima fluência e excelente pronúncia. Um bom professor de línguas estrangeiras sabe que isso não é verdade, pois já terá perdido a conta da quantidade de alunos adultos, acima da citada idade, a quem já ensinou a falar um segundo idioma, com sucesso. Além disso, a língua estrangeira aprendida na idade adulta nunca será esquecida. Ao passo que, a criança poderá esquecer o idioma aprendido, se não tiver mais contato com ele. Mesmo quando esse idioma for a própria língua materna.
Sugiro a leitura da postagem É errando que se aprende (aqui neste blog), que aborda aspectos importantes sobre o assunto.

Juliana Souza Coutinho disse...

Há aqueles que não ousam iniciar o estudo de uma língua estrangeira porque acreditam não ter o grau de instrução necessário para aprender um segundo idioma. Ora, as pessoas que já tiveram a oportunidade de viajar pelos países da Europa ou pelos Estados Unidos da América já encontraram estrangeiros por lá falando a língua do país onde se encontram, fluentemente, embora, muitas vezes, o nível de escolaridade não vá além do primeiro grau completo.

Além disso, muitos empresários do ramo da hotelaria, da restauração, do turismo, etc. investem, ano após ano, em cursos de idiomas para seus funcionários, sem distinção de grau de escolaridade. Se os resultados fossem negativos, tais empresários não insistiriam, não é mesmo?

Juan disse...

Há pessoas que acreditam que é preciso muito tempo disponível para aprender uma língua estrangeira. Ficam aguardando, então, uma melhor fase em suas vidas para iniciar seus estudos. E assim passam-se os anos e o momento nunca chega, pois elas continuam sempre muito atarefadas e absorvidas pelos acontecimentos do dia-a-dia. E como perdem oportunidades por não saberem um segundo idioma!

A verdade é que uma boa escola de idiomas também pensa nesse perfil de aluno que não tem tempo e oferece curso e professor de acordo com as suas necessidades.

Assim, por exemplo, basta tirar uma hora por semana do seu tempo de descanso e lazer para o estudo do idioma almejado para frequentar o curso. E mais meia hora para fazer a revisão semanalmente, fora da sala de aula e sem auxílio de professor.

Joaquim Octavio Oliveira disse...

Certas pessoas nunca começam a estudar uma segunda língua porque acreditam que para falar uma língua estrangeira é preciso ter um dom. Ora, aqueles que aprendem com muita facilidade e muito rapidamente não é porque têm dom para aprender idiomas, mas sim porque encontram-se altamente motivados (Ver postagem Motivação, neste blog).

Os europeus, em geral, notadamente holandeses, suecos e alemães falam inglês fluentemente. Os africanos também falam uma língua europeia (inglês, francês, português), além do árabe e/ou outras línguas africanas. É improvável que esses povos tenham nascido com o dom de aprender idiomas, enquanto que entre nós, brasileiros, nem todos possam usufruir do mesmo benefício.

Sebastian Fonseca disse...

Há quem acredite que somente aqueles que gostam ou gostavam de estudar a língua materna na escola se darão bem na hora de aprender um idioma estrangeiro.

Ora, nas escolas também se estuda línguas estrangeiras. Consulte alguns boletins escolares e constatará que há alunos com boas notas na língua materna (língua portuguesa, no nosso caso), mas com notas ruins em língua estrangeira e vice-versa. Isso prova que a correlação em destaque não tem fundamento.

Alberto Guedes da Silva disse...

O mito da gramática progressiva:

Todos os falantes nativos, não importa de que língua, são competentes na sua língua materna, pois usam a mesma para se comunicar, sem nenhum problema.

Quem se comunica usando a sua língua materna pode aprender a se comunicar num segundo idioma. Basta, para tanto, vontade e empenho.

O aluno que tem dificuldades, na escola, ao estudar o funcionamento da sua própria língua materna, se comunica muito bem usando a mesma língua.

Concluindo, a dificuldade do aluno não é na função primeira da língua: a comunicação. A dificuldade está no desinteresse em aprender a classificar orações, em fazer análise sintática e coisas do gênero.

Há professores de línguas estrangeiras que ainda insistem em ensinar o segundo idioma com o estudo exaustivo de regras gramaticais, exceções e exercícios de fixação. Tais professores colocam, em segundo plano, a função primeira da língua que é a comunicação. As aulas são enfadonhas e os alunos se frustram, pois não conseguem se comunicar na língua estrangeira. Na escola, isso resulta em maus resultados em língua estrangeira. Assim sendo, um aluno com maus resultados em língua estrangeira na escola não quer dizer que terá dificuldade em aprender a se comunicar num idioma estrangeiro.

Teresa Monteiro disse...

Tem gente que acredita que não vale a pena fazer um curso de idioma no seu país de origem, pois gastará muito tempo e muito dinheiro. Aguardam, então, uma oportunidade para que com o dinheiro que pensam que gastariam num curso, possam investir numa viagem a um país onde é falado o idioma preferido. Acreditam ainda que conseguirão ser bilíngues num mínimo de tempo.

Primeiramente, a passagem pelo país estrangeiro não é garantia de aprendizagem.

Basta observar estrangeiros residentes no Brasil, que mal falam o português, muitas vezes falam o mínimo para sobreviverem, e isso depois de uma longa estada por aqui.

Numa aula de língua estrangeira em grupo, é comum encontrar alunos que já fizeram várias viagens ao exterior, inclusive cursos da língua lá fora, e voltam para casa sem dominar o idioma desejado. Enquanto que o professor, que às vezes nunca viajou, fala o idioma fluentemente.

Amanda Muller Garcia disse...

Um mito que ainda existe entre certos professores é o de que o aluno deve evitar expressar-se no novo idioma espontaneamente, durante o tempo de aprendizagem. Tais professores acreditam que o aluno deve empenhar-se a memorizar frases, vocabulário e estruturas gramaticais corretas e limitar sua performance, tanto no oral, quanto na escrita, àquilo que já memorizaram. Isso porque o erro, de acordo com esses professores, deve ser evitado a todo custo, pois poderia ser memorizado e virar hábito.

Tal pedagogia inibe e limita o aluno. O aluno deve ser incentivado a usar a língua estrangeira que está aprendendo. O erro deve ser abordado como algo valioso e não como algo a ser evitado. O erro é valioso porque aponta as noções lexicais ou gramaticais a serem trabalhadas. Caso o erro se repita, a correção também será repetida e, então, a forma correta será memorizada e se tornará hábito.

Ruben Regen disse...

Há bilíngues que não ousam aprender uma terceira língua porque acreditam que não é possível ter fluência em mais de um idioma estrangeiro. De acordo com essas pessoas, quem estuda mais de uma língua estrangeira nunca chega a dominá-las e o resultado seria “arranhar” cada uma delas.

Ora, a questão não é o número de idiomas estudados, mas sim vontade e empenho de aprender cada um deles.

Prova disso são as pessoas que conhecemos e que podem se comunicar, com competência, em várias línguas estrangeiras.

Coordenador Idiomaster disse...

Na IDIOMASTER os mitos cedem lugar a experiências bem sucedidas.

Tão pouco nos servimos de dogmas pedagógicos, pois sabemos que o que foi bom para uns poderá não ser bom para outros.

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