Preparando a aula

Fazendo ponte com os interesses dos alunos

Um professor experiente precisa preparar aula ou basta valer-se da sua experiência? Existe uma “receita” para preparar aula? Como fazer uma ponte entre os conteúdos e os interesses dos alunos? Como motivar o aluno para a aula planejada?

Contamos com a sua participação para enriquecimento do nosso blog.

11 comentários:

Nadir disse...

Mesmo um professor experiente precisa preparar suas aulas. Para preparar uma aula é necessário levar em consideração objetivos, conteúdos já assimilados, perfil do aluno, metas a serem alcançadas, tempo de aula e material disponível.

Dar uma aula não preparada é lançar-se numa incógnita, onde os fatores citados acima não foram avaliados nem pensados.

Repetir a mesma aula anos a fio, ter um caderno de aulas preparadas onde tudo já está decidido para determinado conteúdo é, antes de tudo, fechar-se para a inovação em sala de aula. Além disso, fica claro o pouco caso em relação às atualizações constantes na área de Pedagogia de Idiomas. Sem contar que todo aluno merece aulas personalizadas.

Joaquim Octavio Oliveira disse...

Para motivar o aluno é importante mantê-lo ativo durante todo o tempo da aula. Para tanto, propor atividades que exijam a participação do aluno, sobretudo oralmente, pois o aluno sente-se muito bem e torna-se motivado quando ele percebe que pode expressar-se no novo idioma. A escolha do tema também tem importância fundamental e deve ser compatível com a faixa etária e interesses do aluno ou grupo de alunos. A escolha do material a ser usado deve obedecer aos mesmos critérios.

Juliana Souza Coutinho disse...

A ponte entre os conteúdos e os interesses dos alunos é construída partindo-se daquilo que o aluno já sabe para acrescentar, em pequenas doses, o novo, o desconhecido. Sedimenta-se a ponte, utilizando recursos didáticos e temas compatíveis com os interesses e faixa etária dos alunos.

Ruben Regen disse...

Primeira etapa de uma aula: o aluno faz o levantamento dos elementos extralinguísticos e paratextuais de um documento escrito, de áudio ou de vídeo ou de uma ilustração. O objetivo é formular hipóteses sobre o contexto da comunicação. Trata-se da preparação à compreensão geral de um documento para antecipar o sentido e facilitar a compreensão.

Amanda Muller Garcia disse...

Após a etapa da antecipação, temos a etapa da compreensão global, durante a qual o(s) aluno(s) verifica(m) as hipóteses feitas na primeira etapa. As hipóteses deverão ser feitas a partir de uma escuta, ao menos parcial, de um documento de áudio ou vídeo; ou de uma leitura, ao menos parcial, de um documento escrito; ou ainda de um levantamento de palavras-chaves e da estrutura do documento. A compreensão global facilita a compreensão detalhada.

Teresa Monteiro disse...

A compreensão detalhada verifica se o aluno é capaz de selecionar informações determinadas pelas características do documento inicial. Não se trata de propor uma atividade cujas características sejam idênticas às do documento, pois a atividade correria o risco de se transformar em cópia ou transcrição. Pode ser um exercício de múltipla escolha, um questionário com perguntas abertas, verdadeiro ou falso, ficha ou quadro para ser completado, seleção de imagens, imagens a serem desenhadas ou retificadas, colocar na ordem correta, etc.

Sebastian Fonseca disse...

Etapa da descoberta do funcionamento da língua – trata-se de guiar a reflexão sobre o funcionamento da língua a partir de:

 um questionário;
 de um quadro de síntese a ser completado;
 de um levantamento complementar (exemplos, contraexemplos);
 de exercícios de reflexão compreendendo uma série de enunciados a serem completados para encontrar a regra mais apropriada;
 esquemas, desenhos, etc. que permitam a visualização do funcionamento da língua.

Nessa etapa, o professor interfere como guia unicamente. São os alunos que, após terem depreendido certas regularidades de funcionamento, formulam uma regra com as suas próprias palavras.

Essa reflexão gramatical conduzida pelos alunos pode, num primeiro momento, ser feita na língua materna dos estudantes. No entanto, ela deverá acontecer rapidamente no idioma estrangeiro.

É preferível que as atividades propostas nessa etapa tenham um vínculo temático com o documento inicial.

Alberto Guedes da Silva disse...

A sistematização

O objetivo dessa etapa é fazer o aluno fixar as regras detectadas na etapa anterior. A sistematização permite a memorização, a níveis diferentes, de acordo com o tipo de atividade ou de exercício proposto.

As atividades ou exercícios contextualizados são mais eficazes, menos equívocos e mais motivantes que os constituídos por uma série de enunciados fora de contexto e sem ligação uns com os outros. A contextualização dá sentido à atividade ou ao exercíco, tornando-os mais pertinentes e coerentes.

É aconselhável respeitar a temática das etapas precedentes para facilitar a memorização.

O enunciado do exercício ou da atividade dever ser claro e preciso.

Susana Oliveira disse...

Etapa de produção:

A etapa de produção permite fazer um balanço das competências adquiridas ao longo da unidade didática. O professor deve estar certo de que as competências a serem mobilizadas para realização das tarefas vão permitir o controle dos últimos conhecimentos (conteúdos) adquiridos. No entanto, é importante levar em consideração os conteúdos adquiridos anteriormente. É necessário guiar a produção do aluno sem bloquear a sua criatividade.

Atividades possíveis: simulações, encenações, RPG, produções escritas contextualizadas.

Lucas Oliveira Mora disse...

Ao preparar uma aula, não se deve esquecer-se de prever uma atividade, de preferência lúdica, para ser aplicada quando a aula prevista terminar alguns minutinhos antes. Pode uma música para treinar a pronúncia, um joguinho rápido, etc. Nada de terminar a aula mais cedo, hein? O professor deve demonstrar profissionalismo e evitar que o aluno se sinta lesado.

Da mesma maneira, o professor deve prever atividades alternativas para substituir as que, porventura, não agradar aos alunos. É contraprodutivo insistir em atividades consideradas “chatas”.

Coordenador Idiomaster disse...

Os nossos leitores / colaboradores descreveram, com propriedade, as etapas de uma unidade didática, que pode ser desenvolvida em várias aulas seguidas, de acordo o tempo total de aula por semana em que foi estruturado o curso e, ainda, com o perfil do aluno. No caso de curso de imersão, não é impossível abordar uma unidade didática por aula.

O professor da IDIOMASTER sabe que preparar cada aula dada é fundamental. E ele conta com o nosso Departamento de Apoio, composto por profissionais especialistas em Pedagogia de Idiomas para assessorá-lo, bem como com material didático atualizado e diversificado para a preparação de suas aulas.

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